No passado Sábado tivemos a honra de por amável convite do sr. Presidente da Federação Portuguesa de Kickboxing, ter podido assistir a uma parte dos trabalhos do III Congresso Nacional de Kickboxing.
Desde logo, a imagem que retivemos é a de uma modalidade marcadamente vincada pela procura do rigor das suas organizações e pela afirmação de uma imagem institucional segura e de qualidade.
Por aquilo que podemos observar, esta característica coexiste com uma enorme união e companheirismo entre os seus agentes que, julgamos, poderão dar um significado real à imagem de "família do Kickboxing".
Das intervenções que podemos acompanhar, produzidas no seu essencial por elementos intrinsecamente ligados à modalidade, mas marcadamente efectuadas em contexto de trabalhos científicos universitários, fica-nos a forte convicção de que a estrutura nacional de coordenação da modalidade possui ao seu dispor elementos e instrumentos muito valiosos para trilhar caminhos seguros de desenvolvimento.
Sendo embora uma modalidade recente no seu enquadramento nacional no seio do movimento associativo desportivo, parece estar a traçar um rumo de futuro, assente em boas e sólidas bases, a partir de modelos de formação para os seus mais jovens praticantes, claramente inspirados nos modelos e filosofias hoje comuns às modalidades mais tradicionais e de maiores níveis de expressão, mas que felizmente se organizam para os níveis competitivos mais elevados mas sem descurar a lógica e a importância da atividade física ao longo de toda a vida.
Nem sempre o enquadramento mais tardio de práticas desportivas codificadas no seio do movimento associativo desportivo internacional, enfim no seio do "desporto" internacional, é algo prejudicial. Cabe a todos quanto dirigem as modalidades saberem aprender com a trabalho e os erros já cometidos por outros, para traçarem os seus próprios rumos, dentro das suas próprias capacidades e fundamentalmente especificidades.
Foi pois com muito agrado que vimos jovens investigadores a começarem a produzir e a partilhar trabalho cientifico sobre a caracterização do Kickboxing, peça fundamental para a tomada de decisão que agora vai caber aos dirigentes máximos, obviamente que em colaboração com os seus técnicos, na definição dos seus referenciais específicos de formação, peça que julgamos determinante para a afirmação plena da modalidade.
Pelo que podemos vivenciar e pelo entusiasmo e dedicação que julgamos ter sentido no tempo em que estivemos presente, fica-nos a convicção de que são já reais as condições para que tal ocorra.
Por fim, não posso deixar de dar conta de uma enorme satisfação que sentimos por ter visto entre os participantes mais ativos e mais dinâmicos, a vasta representação açoriana.
Desta presença todos temos a beneficiar mas, em particular beneficia a modalidade pois para além de poder contar com a experiência e os modelos organizativos e de desenvolvimento que estão seguros na Região, conta com a dedicação e tenacidade características das associações açorianas e ganha verdadeiramente dimensão nacional.
António Gomes - Director Regional do Desporto dos Açores










